Efeitos Colaterais da Tirzepatida 15 mg: O Que Esperar e Como Lidar
Efeitos Colaterais da Tirzepatida 15 mg: O Que Esperar e Como Lidar
Série: Tirzepatida 15 mg na prática — Artigo 5 de 6
Como qualquer medicamento, a Tirzepatida pode causar efeitos colaterais. A dose de 15 mg, por ser a mais alta, costuma estar associada a maior chance de sintomas em comparação com doses menores, especialmente no início da titulação ou após aumentos de dose.
Efeitos gastrointestinais mais comuns
Os efeitos adversos relatados com mais frequência envolvem o sistema digestivo. Entre eles:
- Náuseas: sensação de enjoo, principalmente nas primeiras semanas ou logo após a aplicação.
- Vômitos: em alguns pacientes, principalmente se comerem em excesso ou ingerirem alimentos muito gordurosos.
- Refluxo ou azia: sensação de queimação ou desconforto na região do estômago e peito.
- Constipação: intestino mais preso.
- Diarreia: em outros casos, fezes mais amolecidas e frequentes.
- Sensação de estômago cheio mesmo com pequenas quantidades de alimento.
Por que esses efeitos acontecem?
A Tirzepatida retarda o esvaziamento gástrico e reduz o apetite. Isso é desejado para a perda de peso, mas essa mesma ação pode causar desconforto, especialmente se a pessoa mantiver o hábito de comer grandes volumes de comida ou refeições muito pesadas.
Medidas gerais que podem ajudar (sempre com orientação)
Algumas estratégias frequentemente discutidas entre pacientes e profissionais de saúde incluem:
- Priorizar refeições menores e mais frequentes, em vez de grandes volumes de uma vez.
- Evitar alimentos muito gordurosos e frituras, que tendem a agravar náuseas.
- Não se deitar logo após comer.
- Manter boa hidratação ao longo do dia, especialmente se houver episódios de vômito ou diarreia.
Qualquer ajuste deve ser alinhado ao médico ou nutricionista, principalmente se o paciente tiver outras condições de saúde.
Quando os sintomas podem ser sinal de alerta?
Alguns sinais exigem atenção imediata e contato rápido com o médico ou serviço de emergência. Entre eles:
- Dor abdominal intensa e persistente, diferente do habitual.
- Vômitos repetidos, sem conseguir manter líquidos.
- Sinais de desidratação (fraqueza extrema, tonturas, boca muito seca).
- Febre associada a dor abdominal.
- Queda importante de glicemia em pacientes com diabetes, especialmente se usam outros medicamentos que reduzem açúcar no sangue.
Efeitos menos frequentes e monitorização
Em menor proporção, os estudos investigam também possíveis riscos de pancreatite, alterações na vesícula biliar e outros eventos. Por isso é fundamental:
- Informar ao médico qualquer histórico prévio de pancreatite ou problemas na vesícula.
- Realizar exames laboratoriais de rotina conforme solicitado.
- Relatar sintomas novos ou intensos que surjam após o início do medicamento.
Lembrando que a maioria dos pacientes consegue seguir o tratamento com sintomas toleráveis, especialmente quando a titulação de dose é lenta e acompanhada de orientação adequada.